quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Capítulo 7 - just another day

E assim começa meu dia, na aula só tem crianças, ao meu ver...quando se pergunta "O que nos torna humanos?" ninguém sabe responder, eu sei "O humano tem consciência, mas mesmo assim é o único animal capaz de ser tão egoísta e ganancioso, usa sua "inteligência" para boicotar sua própria espécie" vi vários olhares me fuzilando, outros espantados, mas na minha opinião eu não mentia, o homem é ganancioso, egoísta, mata sua própria espécie por um pedaço de papel que julgam mais importante que uma vida, o tal "dinheiro" de certa forma é importante, mas não mais que a vida que muitas vezes é tirada por um maço de dinheiro, que eu saiba isso não nos faz melhores que qualquer outro animal, na verdade somos animais, impiedosos que matam suas próprias crias, seus "frutos" por motivos inexplicáveis, fúteis, tal feito não nos torna melhores, nem mais espertos, e sim brutos, o homem desde o principio é egoísta, sempre foi um bárbaro, que arranca a vida dos próprios companheiros pra beneficio dele mesmo, nunca soube entender o valor de uma vida, só quem perde sabe como vale, e a consciência? isso se chama consciência? Eu acho que não, talvez eu até esteja errada, mas isso não vai mudar minha opinião.

Olhei para os lados, e vi pessoas boquiabertas com que eu acabara de dizer, não me surpreendo de que tenham ficado ofendidos, por mais que apenas tenham ouvido a verdade, quantas vezes ao dia se vê em jornais notícias de pessoas que matam umas as outras, por dinheiro, por benefícios próprios como eu ja disse, então creio que eu não esteja mentindo, principalmente para mim mesma, pois foi no que eu sempre acreditei.

Bateu o sinal para o final da aula juntei meu material guardei na bolsa, coloquei-a no ombro e sai, talvez eu estivesse de TPM pelo meu humor alterado, mas tenho certeza que me sentia aliviada, havia decidido que iria almoçar fora, então peguei meu dinheiro e fui ao Subway, não estava fim de comidas pesadas, dei uma caminha após comer, e dei de cara com o único menino da turma que não me fuzilou com os olhos nem ficou de boca aberta, Jack era seu nome, ele era lindo, alem disso parecia não discordar da minha opinião sobre "O que nos torna humanos", ele veio em minha direção, apoiou-se numa das paredes, nos encaramos por um bom tempo, até eu desencadear um sorriso meio amarelo, ele sorriu mas foi bem menos amarelo que o meu.

Jack: Você tem um bom ponto de vista sobre a nossa "humanidade", concordo com você, somos seres impiedosos e egoístas.
Duda: hm que bom que pelo menos você entende a realidade, geralmente as pessoas me julgam como louca por pensar assim.
Jack: Somos todos loucos, todos, mas você é uma louca sincera e verdadeira.
Duda: Talvez eu seja apenas uma louca irônica, sarcástica e atrevida.
Jack: Bom, já que eu tenho muitas opções, que tal sentarmos e descobrirmos que tipo de louca você é?
Duda: Me parece formidável.

Eu e Jack conversamos por pelo menos 2hrs , realmente tinha-mos muito em comum desde gosto culinário a estilo musical, olhei no relógio e já estava tarde, me despedi de Jack e fui para casa, pensando no quanto éramos parecidos, cheguei em casa, fui para meu quarto, para minha surpresa meu computador não estava lá, segundo minha mãe ela avia entrado em uma promoção que havia recebido por e-mail...na verdade era um vírus, e o técnico tentava resolver o problema, senti subta vontade de bater palmas para minha mãe, mas não fiz isso afinal ela ingênua de mais, capaz de não entender tal irônia, assisti um pouco de tv, e acabei adormecendo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Capítulo 6: Surpresas e mais surpresas

Acordei as 5:30. Esperava acordar mais tarde, mas houve um milagre milagrosamente milagroso. Mas enfim, fui pro banheiro fazer as necessidades diárias, escovi os dentes e entrei pro banho igual uma monga e esqueci que a água tava gelada. dorgas. Daí coloquei no quente, ai que delícia. -Q. Igual uma monga fui pra cozinha, comi um biscoitinho de maisena com leite quente com nescau, coloquei meu uniforme, passei protetor solar, me olhei no espelho e foda-se. Esse ano eu decidi pegar mais leve, coloquei uma corrente curta na minha calça jeans escura, um all star preto comum e uma mochila preta da Nike. peguei meu dinheiro e fui pro ponto do ônibus. Acredita que um poser me chamou de emo? É pedir pra morrer!Chegou o ônibus, fiz o sinal e subi. Bom, de lenga a lenga, cheguei no colégio felizinha pra reecontrar meus amigos. E chegou uma paulista com sotaque carregado de R e que é metaleira. Até que achei legal. Aí cheguei na sala, mesma coisa chata de sempre, mas tinha um aluno novo que olhava pra mim, ele estava com a camisa do Spliknot e eu estava olhando pra ele também. Não tive coragem de fazer dupla por causa da minha timidez(jura?) mas não consegui esquecer ele. No recreio, meu amigo metaleiro me apresentou pra menina paulista. O nome dela era Fernanda. É engraçado o fato dela puxar R, é tão diferente -Q. Bem, meu amigo comentou comigo que tava pensando em montar uma banda. Eu fiquei meio assim. No caso ainda tinhamos que decidir quem seria o vocalista. No caso, eu acho que não seria eu, mas me animei com a idéia. Pensamos em misturar letras punk com ritimo Heavy Metal, mas achamos loucura demais e ficamos com medo de errar. Mas ainda vamos ver. Terminou o recreio e fui pra aula e depois que acabou fui pro ponto de ônibus. O garoto com a camisa do Spliknot continuava me olhando. E eu meio que sorri pra ele. Que vergonha. E ele estava vindo em minha direção, ai meu Deus. E agora? OMG. E ele falou

- Oi
- Oi - sorri timidamente
- Tudo bem? - disse tímido
- Tudo e com você?
- Bem - ele riu - Qual seu nome?
- Renata e o seu?
- Gustavo. Você é da minha sala.
- É... E você curte Spliknot né
- Sim, sou fã já faz um tempo
- Eu curto um pouco, apesar deles me darem um pouco de medo, mas é emocionante as músicas são sexy e curto muito, sabe - OMG, como eu pude falar essa merda?
- Sério? Eu acho a mesma coisa!

O ônibus estava vindo e eu olhei rapidamente e disse

- Tenho que ir.
- Que pena, adorei te conhecer.
- Eu também, tchau
- Tchau.

Fiz o sinal e subi no ônibus. Eu não parava de sorrir feito uma bobinha. Cheguei em casa e deitei na cama olhando pro teto e fiquei pensando nele. Nossa, não faz nem um dia que eu conheço ele, como pode? Meu celular tocou e eu atendi

- Alô?
- Reh, Reh, Tem um novo integrante na nossa banda.
- Quem?


A ligação caiu. MERDA MERDA MERDA! Desci pra almoçar e depois entrei no PC e a Laura estava on *o*


Reh: Laaaaaaaaaaaaura çç
Laura: REEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH *-*
Reh: Nossa, hoje eu conheci um garoto no meu colégio, ele é tão fofo e lindo
Laura: Vocês se falaram? Conta tudo!
Reh: Ah um pouco.

Nessa hora minha net cai. Cacete, tudo caindo hoje? Decidi ir dormir, tava cansada. Acabou meu dia.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Capítulo 5 - New Life

Para poucas explicações e uma pequena resolução, vou contar sobre o primeiro mês de aulas. Nada de tão emocionante ou anormal, só o de sempre, ser novata. E mais uma conclusão de que não importa onde esteja, eu dou as ordens e os outros as cumprem. No primeiro dia me senti um pouco afastada de todos, mas é a vida. A primeira semana passou como o vento da praia, rápida e perceptiva. Pude notar os detalhes de cada aluno, percebi também que a escola é pequena o suficiente para que espalhassem boatos, haja paciência. Enfim, conheci uma garota e pude me identificar bastante com ela, Micaela. Recebi conselhos das veteranas, achei pessoas estranhas, pessoas ridículas e pessoas inferiores à mim. Contudo, achei alguém diferente e que se destacou aos meus olhos, um garoto. Pele tão lisa e branquinha, olhos azuis, cabelos pretos, um sorriso encantador e um toque de mistério, com isso ele conseguiu me deixar paralisada e sem palavras. 

Laura: Quem é esse?
Carla: Nossa, já tá se apaixonando assim tão cedo? Eu não sei o nome dele... Ele é muito tímido, só fala com os amigos mesmo. - Carla era uma das veteranas que havia me ''acolhido''.
Laura: Hm.
Carla: Ei guri, ela quer falar contigo.
Laura: Hã? Mentira!
(    ?    ): Pode falar... - Disse o desconhecido com um sorriso irônico. Depois desta cena ridícula tive que ir embora. Ao chegar em casa procurei todos que havia visto no colégio em todas as redes sociais possíveis. Orkut, twitter, facebook, msn, enfim, eu estava mais perto do que longe do que eu realmente queria. Passaram-se mais ou menos 3 dias até todos da escola estarem me olhando de um jeito estranho. Seria bom saber o que se passava na mente daqueles idiotas.
Ariel: Laaaaaaaaaaaaaaura, você não sabe com quem falei ontem OMG. - Mais uma veterana estérica.
Laura: É, ainda não aprendi a ler mentes.
Ariel: Ah para de ser ignorante sua besta, quer ou não saber?
Laura: É, quero. - Eu disse completamente curiosa, por dentro.
Ariel: Ontem eu falei com aquele meninozinho que você achou bonito, ele disse que também te acha bonita e que vai falar com você.
Laura: Tudo bem, eu posso superar seu momento de infantilidade e talvez responda ele. Agora preciso ir, beijos. - Meu coração é mesmo cheio de rancor. Depois disso nada de tão emocionante aconteu, só fiquei com o garoto tão desconhecido na cabeça. Imaginando como seria estar com ele, falar com ele, enfim, isso nunca tinha acontecido, não desse jeito.