Para poucas explicações e uma pequena resolução, vou contar sobre o primeiro mês de aulas. Nada de tão emocionante ou anormal, só o de sempre, ser novata. E mais uma conclusão de que não importa onde esteja, eu dou as ordens e os outros as cumprem. No primeiro dia me senti um pouco afastada de todos, mas é a vida. A primeira semana passou como o vento da praia, rápida e perceptiva. Pude notar os detalhes de cada aluno, percebi também que a escola é pequena o suficiente para que espalhassem boatos, haja paciência. Enfim, conheci uma garota e pude me identificar bastante com ela, Micaela. Recebi conselhos das veteranas, achei pessoas estranhas, pessoas ridículas e pessoas inferiores à mim. Contudo, achei alguém diferente e que se destacou aos meus olhos, um garoto. Pele tão lisa e branquinha, olhos azuis, cabelos pretos, um sorriso encantador e um toque de mistério, com isso ele conseguiu me deixar paralisada e sem palavras.
Laura: Quem é esse?
Carla: Nossa, já tá se apaixonando assim tão cedo? Eu não sei o nome dele... Ele é muito tímido, só fala com os amigos mesmo. - Carla era uma das veteranas que havia me ''acolhido''.
Laura: Hm.
Carla: Ei guri, ela quer falar contigo.
Laura: Hã? Mentira!
( ? ): Pode falar... - Disse o desconhecido com um sorriso irônico. Depois desta cena ridícula tive que ir embora. Ao chegar em casa procurei todos que havia visto no colégio em todas as redes sociais possíveis. Orkut, twitter, facebook, msn, enfim, eu estava mais perto do que longe do que eu realmente queria. Passaram-se mais ou menos 3 dias até todos da escola estarem me olhando de um jeito estranho. Seria bom saber o que se passava na mente daqueles idiotas.
Ariel: Laaaaaaaaaaaaaaura, você não sabe com quem falei ontem OMG. - Mais uma veterana estérica.
Laura: É, ainda não aprendi a ler mentes.
Ariel: Ah para de ser ignorante sua besta, quer ou não saber?
Laura: É, quero. - Eu disse completamente curiosa, por dentro.
Ariel: Ontem eu falei com aquele meninozinho que você achou bonito, ele disse que também te acha bonita e que vai falar com você.
Laura: Tudo bem, eu posso superar seu momento de infantilidade e talvez responda ele. Agora preciso ir, beijos. - Meu coração é mesmo cheio de rancor. Depois disso nada de tão emocionante aconteu, só fiquei com o garoto tão desconhecido na cabeça. Imaginando como seria estar com ele, falar com ele, enfim, isso nunca tinha acontecido, não desse jeito.

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