Olá, meu nome é Laura Fernandes, tenho 14 anos e moro com meus pais, meus dois irmãos e meu tio. Bem, preferia viver em Marte à viver até os 18 nessa casa. Minhas férias vêm sendo bem mais difíceis que os monótonos dias de aula com aquelas pessoas de baixo nível. Perdoe-me se o que eu disse pareceu injusto, mas se você estivesse no meu lugar não suportaria nem um simples dia. Minha vida é agitada, saio com quem quero, pra onde quero, às vezes até sozinha já que certas companhias não me agradam muito. Aliás, as únicas pessoas com quem eu gostaria de estar à qualquer momento seriam Renata e Eduarda. Mas isso seria meio que impossível, já que quilômetros de distância separam agente. Elas são as únicas que de nenhuma forma me definem como ''patricinha'', ''metida'' ou ''chata''. Mas vou confessar que nem elas mesmas me entendem, na real, nem eu me entendo. Pra mim é um pouco difícil conseguir amigos de verdade, eu sou muito complexa e isso irrita as pessoas, são nesses momentos que eu gostaria de fugir. Fugir pra bem longe da tristeza, da solidão, e principalmente do amor. É como se eu tivesse o mundo inteiro em minhas mãos e só as pessoas pelas quais eu me apaixonasse estivessem fora dele.
Agora vou confessar pra vocês que estou perdidamente apaixonada, mais um amor platônico e que nunca será resolvido. Eu não vou ter coragem de dizer à ele que o amo, então nunca vou saber se ele também me ama, nunca terei uma resposta e isso é o que mais me atormenta.
A Conversation Between Friends
Laura: Renata, acho que eu tô gostando de um guri.-Tentei dizer quase tremendo apenas pelo msn.
Renata: Morri. Quem é? Onde mora? Eu conheço?-Claro, a Renata sempre precisa de toda essa euforia quando sabe de alguma novidade.
Laura: Não, tipo, ok, já faz um tempo isso.
Renata: E ele gosta de você?
Laura: Não sei, às vezes penso que ele pode estar só sendo legal...
Renata: Calma, talvez ele goste realmente, acho que você tem que colocar algo em prática, sei lá, tenta conquistar ele.
Até que por um momento eu parei de pensar em toda nossa conversa e lembrei daquele rosto, simples e tão natural que me dava um frio na barriga, e mais uma vez me pego a sofrer por uma única coisa que nunca será minha. Mais o resto, ah, só descobriremos no futuro, agora me sinto mais ansiosa que as próprias leitoras.


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